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Obratik

Autos de medição sem Excel: faturar a obra sem discussões

O que é um auto de medição, porque é que o Excel o estraga, e o processo em 5 passos para medir e faturar empreitadas sem conflitos com o cliente.

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Um auto de medição é o documento que regista, num dado período, a percentagem executada de cada artigo do orçamento adjudicado — e que serve de base à fatura desse período. Numa empreitada de €200.000 faturada em oito autos mensais, cada auto é, na prática, uma fatura de €25.000 à espera de acontecer. É por isso que os erros nos autos doem tanto: não são erros de papelada, são erros de dinheiro.

Porque é que o Excel corre mal

Quase todas as empresas de construção começam por fazer autos em Excel. E quase todas conhecem, por experiência própria, pelo menos um destes cenários:

  • A percentagem acumulada perde-se entre ficheiros. O auto n.º 4 parte de uma cópia do n.º 3 e alguém esquece uma linha. Resultado: um artigo medido duas vezes (o cliente reclama) ou nenhuma (a empresa paga o esquecimento).
  • Os trabalhos a mais ficam na memória. O dono da obra pediu “mais uma parede” ao encarregado, ficou combinado à voz, e três meses depois cada parte lembra-se de uma versão diferente — do preço, ou de o extra ter sequer sido aprovado.
  • O auto não bate certo com a proposta. Depois de meses de copiar/colar/ajustar, o cliente recebe um auto que já não consegue reconciliar com o orçamento que assinou. A confiança degrada-se e cada auto passa a ser negociado linha a linha.
  • Só uma pessoa sabe mexer no ficheiro. As fórmulas, as cores e as convenções vivem na cabeça de quem montou a folha. Nas férias dessa pessoa, não se fatura.

O problema não é a competência de quem faz os autos — é o instrumento. Uma folha de cálculo não sabe o que é um orçamento adjudicado, não impede percentagens impossíveis e não guarda memória de quem aprovou o quê.

O processo em 5 passos

O circuito que elimina as discussões é simples de descrever:

  1. O auto nasce do orçamento adjudicado — os artigos, as quantidades e os preços vêm do contrato, não de uma cópia manual. Não há forma de o auto divergir da proposta.
  2. Mede-se a percentagem acumulada, artigo a artigo. O sistema calcula o valor do período (acumulado atual menos acumulado anterior) e impede retrocessos acidentais. O que falta medir está sempre à vista.
  3. Trabalhos a mais e a menos entram como registos ligados ao orçamento — com descrição, valor e aprovação. Nunca como texto livre numa célula. Na hora de faturar, o extra está lá, aprovado e datado.
  4. Os autos veem-se lado a lado — cada período em colunas, para conferir a história completa de qualquer artigo em segundos, com o cliente ao telefone se for preciso.
  5. A fatura emite-se a partir do auto aprovado, pelo software de faturação certificado. Sem redigitar valores — o que se mediu é o que se fatura.

Um exemplo em miniatura

ArtigoContratadoAcum. auto 2Acum. auto 3Este auto
Demolições€1.050100%100%€0
Alvenarias€2.15840%80%€863
ETICS fachada€10.18510%35%€2.546
Extra aprovado: reforço de laje€890100%€890

O valor do auto 3 é a soma da última coluna — calculada, não transcrita. O extra aparece identificado como tal, com a aprovação registada, e o cliente consegue seguir cada número até ao orçamento que assinou.

Três regras práticas

  • Nada de artigos “à parte” em texto livre. Se não está ligado ao orçamento (como artigo contratado, extra ou dedução), não entra no auto.
  • Congele cada auto emitido. Um auto enviado ao cliente não se edita — corrige-se no seguinte. É a única forma de a história fazer sentido meses depois.
  • Feche o circuito na fatura. Enquanto o auto e a fatura viverem em sistemas separados, haverá divergências. O auto aprovado deve ser a origem direta da fatura.

É exatamente este o circuito implementado no Obratik — dos autos de medição à fatura emitida por software certificado. E se a sua dúvida for mais a montante (livro de obra, guias de transporte, técnicos responsáveis), comece pelo guia das obrigações legais na obra.

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